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Sistemas da CBTU

CARACTERÍSTICAS DOS SISTEMAS
   SISTEMA DE TRENS BELO HORIZONTE
   SISTEMA DE TRENS JOÃO PESSOA
   SISTEMA DE TRENS MACEIÓ
   SISTEMA DE TRENS NATAL
   SISTEMA DE TRENS RECIFE






Aqui são apresentados os sistemas metro-ferroviários operados pela CBTU, com suas características, históricos, municípios atendidos, entre outras informações relevantes.

Estes sistemas estão inseridos nas seguintes capitais brasileiras:
Recife (metrô e trem urbano)
Belo Horizonte (metrô)
João Pessoa (trem urbano)
Maceió (trem urbano)
Natal (trem urbano)




Características dos Sistemas

Ano 2011
Discriminação Recife Belo Horizonte Natal João Pessoa Maceió Total

 Extensão (km)

Total

68,8 28,2 56,2 30 32,1 215,3

 Eletrificada

37,8 28,2 - - - 66

Não Eletrificada

31 - 56,2 30 32,1 149,3

Passageiros – MDU (mil) Média 2011

244,9 193,7 7,2 8,1 2,8 456,7

Nº de Estações

35 19 22 12 15 103

TUE (*)

25 25 - - - 50

VLT (*)

5 - - - 4 9

Locos (*)

4 - 4 4 3 15

Carros (*)

34 - 20 24 9 87

Intervalo Mínimo (min)

4,75 4 95 62 60 -

Efetivo de Pessoal (**)

1.510 742 110 93 114 2.569

Municípios Atendidos

4 2 4 4 3 17

População.dos Municípios (mil)

2.263 3.121 919 844,2 996 8.143,2

Posição em 31 dez 2011.
(*) Os valores apresentados para o material rodante no quadro acima é do total existente nos sistemas, não necessariamente todos em operação devido à necessidade de manutenções periódicas e/ou avarias.
(**) Não consta o efetivo de pessoal da Administração Central que é de 298 empregados.




SISTEMA DE TRENS BELO HORIZONTE

Malha Viária:

O Sistema de Trens Urbanos de Belo Horizonte, o Metrô/BH é operado em apenas uma linha ferroviária eletrificada com extensão de 28,2 km abrangendo 2 municípios, Belo Horizonte e Contagem, constituído pelo trecho Eldorado/Vilarinho, com 19 estações e 5 terminais integrados, transportando cerca de 140 mil passageiros/dia.

Mapa do Sistema:



Características operacionais:

Extensão da Via (km)

28,2

. Bitola larga - 1,60 m

28,2

. Eletrificada

28,2

Nº de Estações

19

Nº de Oficinas

1

TUEs Existentes (*)

25

Intervalo Mínimo Programado (min)

5,5

Intervalo Máximo Programado (min)

12

Tempo de Percurso Programado (min)

31,1

Efetivo de Pessoal

742

Municípios Atendidos

2


Posição em 31 dez 2011.
(*) Os valores apresentados para o material rodante no quadro acima é do total existente nos sistemas, não necessariamente todos em operação devido à necessidade de manutenções periódicas e/ou avarias.

Histórico:

No final dos anos 70, o GEIPOT, órgão de planejamento do Ministério dos Transportes, foi incumbido de desenvolver um projeto para a Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) que equacionasse o estrangulamento da capacidade de transporte de cargas ferroviárias que ocorria na região, eliminasse as “passagens de nível” no meio urbano, cortado pela via férrea, e melhorasse o transporte ferroviário de passageiros.

Na RMBH, encontra-se o entroncamento ferroviário mais importante do País, interligando, sem alternativa, o norte ao sul e o leste ao oeste do Brasil. Por ter que compartilhar numa linha singela os transportes ferroviários de carga e passageiros, as vias deste entroncamento apresentavam uma capacidade limitada de transporte, inferior às demandas existentes. Em face de tais problemas, o GEIPOT desenvolveu um projeto que buscava uma solução conjunta para carga e passageiros, duplicando e segregando as linhas e descartando a idéia anterior, que era a construção de um anel ferroviário contornando a RMBH, de custo de implantação inviável.

O sistema de transporte urbano de passageiros sobre trilhos foi projetado na mesma diretriz do leito ferroviário já existente, reduzindo-se assim, o custo de implantação e equacionando o problema da travessia ferroviária da RMBH. A carga foi mantida em seu leito original, mas com linha exclusiva e retificação de alguns trechos.

O projeto foi desenvolvido com os seguintes objetivos básicos:

  • Implantar um sistema de transporte urbano sobre trilhos com características metroviárias que atendesse à população da área de influência direta e indireta das linhas já existentes da RFFSA.

  • Melhorar as condições operacionais das linhas de carga que cortam a Região Metropolitana, eliminando as passagens de nível e ampliando a capacidade de transporte de 5 milhões de t/ano para 30 milhões na primeira fase e para 60 milhões de t/ano com a duplicação da linha.

  • Racionalizar e modernizar o sistema de transporte urbano da RMBH, proporcionando maior fluidez ao tráfego rodoviário, a reconstituição da malha viária seccionada em nível pelas vias férreas, economia de combustíveis e redução dos índices de poluição sonora e atmosférica.

O projeto original previa, inicialmente, uma ligação entre Betim, a oeste, e o bairro São Gabriel, ao norte de Belo Horizonte, com um ramal para o Barreiro, a sudoeste, totalizando 60 km de plataforma ferroviária em faixa totalmente vedada, transposições inferiores e superiores para veículos e pedestres.

Foram previstas 22 estações, 25 trens-unidade-elétricas, oficinas, pátios, terminais de integração intermodal, instalações de apoio, além dos sistemas de energia, supervisão, controle e telecomunicações.

As obras foram iniciadas em 1981, com um cronograma para a conclusão em 1986, do trecho definido como prioritário de 37 km, compreendendo os percursos Eldorado - São Gabriel com 26,5 km de linha dupla, incluindo as linhas do pátio de manutenção do bairro São Gabriel e o ramal Calafate/Barreiro com 10,5 km.

Os recursos para implantação do Metrô deveriam vir do PME (Programa de Mobilização Energética) e financiamento do Governo Francês para aquisições de equipamentos para os sistemas de sinalização, telecomunicação, energia e parte do material rodante, com uma contrapartida do Governo Federal, para execução de obras civis, infra-estrutura, superestrutura, desapropriações e montagem dos trens.

A parcela dos recursos franceses foi recebida dentro do cronograma previsto, mas, em face do encerramento do PME e da falta de definição de novas fontes de investimentos, os recursos do Governo Federal cessaram e os cronogramas de obras foram sucessivamente rolados até 1987, quando as frentes de serviço foram praticamente desmobilizadas, tendo sido possível a operação parcial do trecho Eldorado - Central, com 12,5 km de extensão, sete estações e uma frota de apenas cinco trens. Diversas obras complementares de tratamento dos entornos das estações ficaram por fazer, dificultando o acesso de pedestres ao sistema e a integração com o sistema ônibus.

Somente a partir de 1991, mediante um apoio suprapartidário no Congresso Nacional, foi possível alocar recursos no Orçamento da União, retomar as obras de implantação do Metrô de Belo Horizonte e a montagem dos 20 trens restantes, cujos trabalhos haviam sido paralisados em 1986.

Com a demora na implantação e o crescimento da RMBH, foram modificados os objetivos e projetos inicialmente previstos, adequando-os uma nova realidade:

  • Foi postergada a implantação do trecho Eldorado-Betim e ramal do Barreiro.

  • Foi priorizada a extensão do Metrô para o vetor norte, em direção à região de Venda Nova, em função do crescimento e das características de deslocamento de sua população.

  • Foram previstas mais quatro estações no trecho Eldorado - São Gabriel, sendo a de Vila Oeste e Rodoviária no trecho Eldorado-Central e a de José Cândido da Silveira e Minas Shopping, no trecho Horto-São Gabriel. A inclusão destas novas estações se deve à concepção de um projeto mais voltado para o transporte urbano, visando atender melhor as comunidades na área de influência do Metrô.

  • A partir de Santa Inês, as estações já não seguem mais o padrão arquitetônico definido pelo GEIPOT. As novas estações são mais leves, de menor custo e, sempre que possível, os elevadores estão sendo substituídos por rampas.

  • Foi acatada a sugestão dos órgãos gestores de transporte da RMBH e da comunidade para alterar o nome de algumas das novas estações, para proporcionar melhor orientação ao usuário. Estas alterações foram: de Estação Entroncamento para Rodoviária; de São Paulo para São Gabriel; de Dona Clara para 1º de Maio e de Heliópolis para Waldomiro Lobo.

  • Foi detectada a necessidade de se dar um tratamento especial aos acessos de pedestres e integração com o sistema ônibus, sem os quais fica inviabilizada a plena utilização do Metrô.

  • As novas passarelas de pedestres possuem laterais com grades, eliminando o padrão GEIPOT com o guarda-corpo estrutural todo fechado, são mais leves, com rampas mais suaves e proporcionam maior conforto e segurança aos usuários.

A operação comercial do Metrô de Belo Horizonte teve início em 1º agosto de 1986. Nesta época, entraram em operação seis estações, ligando Eldorado e Lagoinha, com 10,8 km de linha e apenas três trens. Em 1987, foram incorporados ao trecho a estação Central e mais dois trens. A partir de 1994 mais onze trens foram colocados em operação, sendo: um em 1994, cinco em 1995, quatro em 1996 e um em 2000. A frota de 25 trens foi completada em dezembro de 2001.

As estações foram incorporadas ao sistema nas seguinte datas:

  • Eldorado a Lagoinha – agosto/1986

  • Central - abril/1987

  • Santa Efigênia - abril/1992

  • Santa Tereza - dezembro/1993

  • Horto Florestal - dezembro/1992

  • Santa Inês - dezembro/1994

  • José Cândido da Silveira – abril/1997

  • Minas Shopping - abril/1997

  • Vila Oeste – julho/1999

  • São Gabriel - janeiro/2002

  • Primeiro de Maio - Operação Parcial - abril/2002

  • Waldomiro Lobo - Operação Parcial - julho/2002

  • Floramar - Operação Parcial - julho/2002
  • Vilarinho - Operação Parcial - setembro/2002







SISTEMA DE TRENS JOÃO PESSOA

Malha Viária:

O Sistema de Trens Urbanos de João Pessoa é operado por composições diesel em apenas uma linha ferroviária com extensão de 30 km abrangendo 4 municípios, João Pessoa, Cabedelo, Bayeux e Santa Rita, constituído pelo trecho Cabedelo/ , com 10 estações em operação, transportando cerca de 10,1 mil passageiros/dia.

Mapa do Sistema:




Características operacionais:

Extensão da Via (km)

30

. Bitola métrica - 1,00 m

30

. Não eletrificada

30

Nº de Estações

12

Nº de Oficinas

1

Locomotivas Existentes (*)

4

Carros Existentes (*)

24

Intervalo Mínimo Programado (min.)

62

Intervalo Máximo Programado(min.)

93

Tempo de percurso Programado. (min.)

56

Efetivo de Pessoal

93


Posição em 31 dez 2011.
(*) Os valores apresentados para o material rodante no quadro acima é do total existente nos sistemas, não necessariamente todos em operação devido à necessidade de manutenções periódicas e/ou avarias.

Histórico:

A primeira concessão

A princesa Isabel, em 15 de dezembro de 1871, assinou o Decreto nº 4.838, concedendo aos conselheiros Diogo Velho Cavalcanti de Albuquerque, deputado geral Anísio Salatiel Carneiro da Cunha e André Rebouças, o privilégio de construir e explorar a estrada de ferro Conde D’Eu, ligando a sede da Província à vila de Alagoa Grande, com ramais para as de Ingá e Independência (antigo nome da cidade de Guarabira). Essa concessão não vingou. Em 1880, foi iniciada a construção da estrada de ferro. O historiador Horácio Almeida registra que “o progresso entrou na Paraíba pela linha de ferro. Por onde apitava o trem uma emoção nova nascia: a do progresso econômico, mas foi coisa de pouca monta, porque a área beneficiada era demasiado exígua”.Em 1881, foi inaugurado um trecho de 30 km ligando João Pessoa à localidade Entroncamento, em Sapé. Era a Companhia Estrada de Ferro Conde D’Eu, do Brasil Imperial, detentora da concessão.

A república e a Great Western

Onde o trem chegava, a vida mudava. De Entroncamento, a estrada se bifurcava para o norte, chegando até Mulungu, em 1882, e em 1884, à Guarabira, de onde prosseguiu para Nova Cruz, no Rio Grande do Norte e daí, até Natal. Ao sul, parou em Pilar, em 1883. “Houve maior demora em fazer a ligação da capital ao porto do Cabedelo, numa extensão de apenas 18 km, realizada em 1889. Proclamada a República, os trabalhos pararam. O único trecho construído em onze anos do regime republicano foi o de Mulungu a Alagoa Grande, inaugurado em 1901, numa extensão aproximada de 25 km”. Em julho de 1901, o Governo Federal arrendou a ferrovia à empresa inglesa Great Western Railway, que construiu um ramal de Pilar a Timbaúba, em Pernambuco e completou o trecho de Guarabira a Nova Cruz, no Rio Grande do Norte. Em 1907, o trem chegou a Campina Grande. “A estrada de ferro onde fazia ponta dava vida ao lugar. Se passava adiante, levava consigo o progresso. Itabaiana cresceu quando o trem ali chegou. Estacionou, senão decresceu, quando os trilhos se prolongaram até Campina Grande. Os lugares que ficavam marginalizados, ao longo da estrada, sem vias de acesso, como Mamanguape e Areia, caíram estagnados”.

A Rede Ferroviária e a CBTU

A Great Western operou até 1957, quando o Governo Federal criou a Rede Ferroviária Federal S/A- RFFSA. Em 1982, ainda sob o controle da Rede, o sistema de trens urbanos para transporte de passageiros foi reativado na Paraíba. Em 22 de fevereiro de 1984, surgiu à Companhia Brasileira de Trens Urbana-CBTU (Decreto-lei nº 89.396), vinculada à Secretaria Nacional de Transportes do Ministério dos Transportes. A CBTU mantém o transporte de passageiros em seis capitais brasileiras :Belo Horizonte, Salvador, Maceió, Recife, João Pessoa e Natal. Em 1º de julho de 1995, foi instalada a Gerência de Trens Urbanos de João Pessoa, desmembrada da Superintendência de Trens Urbanos de Recife. Também neste ano, governo federal privatizou o transporte de carga, que agora é uma concessão da Companhia Ferroviária do Nordeste, compartilhando a via férrea da empresa estatal. Já a Rede Ferroviária Federal (RFFSA) foi extinta.

Estações históricas

A Estação João Pessoa chamava-se Estação Ferroviária Conde D’Eu, situada no Varadouro. Foi construída em 1889. Tinha um estilo eclético, com muitos janelões e entrada principal. Na década de 1940, o prédio foi derrubado e substituído pela atual construção inaugurada em 10 de novembro de 1942, com características do estilo modernista – linhas retas, marquise, mezanino, fachadas sem adornos, esquadrias de ferro e vidro. Também é histórica a Estação de Cabedelo, com arcos e portas de madeira. As demais seguem um padrão moderno, com cores diferentes, mas em todas, o passageiro está ao abrigo das chuvas, encontra acesso para deficientes e bancos para sentar. O sistema atual tem o traçado original e com 30 quilômetros de extensão, nove estações e atende aos municípios de Santa Rita, Bayeux, João Pessoa e Cabedelo.

O trem de João Pessoa

O sistema de trens urbanos da Capital paraibana é composto por três locomotivas e 17 carros de passageiros, formando duas composições que realizam 28 viagens diárias, interligando os municípios de Cabedelo, João Pessoa, Bayeux e Santa Rita, na Grande João Pessoa. Com nove estações modernas e recuperadas, os trens da CBTU de João Pessoa transportam, em média, sete mil passageiros/dia com uma tarifa subsidiada pelo Governo Federal. Nos 30 km de extensão, os passageiros podem desfrutar de uma viagem agradável, segura, econômica e rápida, além de contemplar belas paisagens rurais em plena área urbana. Preocupada com o espaço onde está inserida, a CBTU de João Pessoa, ao oferecer um transporte de passageiros com qualidade, se integra à comunidade lindeira realizando projetos sociais e culturais que visam manter uma sinergia com a população, resgatando os valores do povo paraibano.








SISTEMA DE TRENS MACEIÓ

Malha Viária:

O Sistema de Trens Urbanos de Maceió é operado por composições diesel em apenas uma linha ferroviária com extensão de 32 km atendendo a 3 municípios, Maceió, Satuba e Rio Largo, constituído pelo trecho Maceió/Lourenço Albuquerque, com 15 estações em operação, transportando cerca de 910 mil passageiros/dia.

Mapa do Sistema:




Características operacionais:

Extensão da Via (km)

32,1

. Bitola métrica – 1,00 m

32,1

. Não eletrificada

32,1

Nº de Estações

15

Nº de Oficinas

1

Locomotivas Existentes (*)

3

Carros Existentes (*)

21

VLT (*)

4

Intervalo Mínimo Programado (min)

60

Intervalo Máximo Programado (min)

195

Tempo de Percurso Programado (min)

70

Efetivo de Pessoal

114

Municípios Atendidos

3


Posição em 31 dez 2011.
(*) Os valores apresentados para o material rodante no quadro acima é do total existente nos sistemas, não necessariamente todos em operação devido à necessidade de manutenções periódicas e/ou avarias.

Histórico:

O ano de 1864 é tido como o ponto de partida para história da ferrovia em Alagoas, quando foram autorizados os estudos necessários à construção de uma via férrea que fizesse a conexão entre o Porto de Jaraguá e o centro de Maceió.

Em 1868, foi inaugurado um ramal com cerca de seis quilômetros, que ia da ponte de desembarque, passando pela ponte do Fonseca, até o Trapiche da Barra, sob a responsabilidade da Companhia Baiana de Navegação.

Um ranal dessa linha, com cinco quilômetros, foi inaugurado em 1872, fazendo o percurso da atual Rua Senador Mendonça até o bairro de Bebedouro.

As locomotivas eram puxadas por animais e conduzidas com extremo cuidado para que não expusessem os transeuntes a riscos. Eram os bondes de outrora!

A inauguração do edifício da Estação Central da Alagoas Railway, companhia presidida pelo inglês Hugh Wilson, em julho de 1891, trouxe bastante satisfação para os habitantes da vila, pois oferecia excelentes condições de atendimento em suas linhas modernas e atraentes.

A província logo sofreu as influências que o trem levou para os lugares onde apareceu, pois facilitou a divulgação dos fatos do mundo, a discussão dos assuntos políticos, sociais, científicos e culturais.

As idéias progressistas se espalharam com a mesma velocidade dos trens, levadas pelas revistas ilustradas que neles circularam. Os homens de negócios passaram a viajar mais constantemente às cidades ligadas pelos trens e as regiões servidas pelos trilhos tiveram suas propriedades bastante valorizadas. Os grandes produtores rurais viram seus produtos chegar com mais rapidez e menos investimento aos portos de Maceió e do Recife. Era o progresso!

O edifício da Rede Ferroviária Federal (RFFSA) – Estação de passageiros

A construção data do século passado. Ao longo dos anos sofreu algumas modificações, impostas pelo seu próprio desenvolvimento, sendo que as características originais foram mantidas.

A linha férrea, que aqui teve origem, foi a primeira a ser instalada em Alagoas e, inicialmente, ligava a Boca de Maceió ao Bairro de Jaraguá. Sua inauguração foi em 25 de março de 1868. Em 1884, partindo daqui, inaugurava-se a estrada de ferro Maceió- União dos Palmares, pertencente à Cia Inglesa Alagoas Railway. Somente 10 anos depois, a 13 de maio de 1894, o ramal férreo Glicério passa a interligar a estrada de ferro de Alagoas ao sul de Pernambuco.








SISTEMA DE TRENS NATAL

Malha Viária:

O Sistema de Trens Urbanos de Natal é operado por composições diesel em duas linhas ferroviárias com extensão total de 55,7 km abrangendo 4 municípios transportando cerca de 9,3 mil passageiros/dia. A Linha Norte com extensão de 38 km, abrangendo 3 municípios, Natal, Extremóz e Ceará Mirim, com 12 estações em operação e a Linha Sulcom 17,7 km, abrangendo 2 municípios, o de Natal e o de Parnamirim, com 10 estações em operação,

Mapa do Sistema:



Características operacionais:

  

Linha

Total

Norte

Sul

Extensão da Via (km)

38,5

17,7

56,2

. Bitola métrica - 1,00 m

38,5

17,7

56,2

. Não eletrificada

38,5

17,7

56,2

Nº de Estações

13

9

22 (**)

Nº de Oficinas

-

-

1

Locomotivas Existentes (*)

-

-

4

Carros Existentes (*)

-

-

20

Intervalo Mínimo Programado (min)

150

95

-

Intervalo Máximo Programado (min)

230

230

-

Tempo de Percurso Programado (min)

65

37

-

Efetivo de Pessoal

-

-

110

Municípios Atendidos

-

-

4 (**)


Posição em 31 dez 2011.
(*) Os valores apresentados para o material rodante no quadro acima é do total existente nos sistemas, não necessariamente todos em operação devido à necessidade de manutenções periódicas e/ou avarias.
(**) A estação e o Município de Natal foram considerados somente uma vez, já que são comuns às linhas.

Histórico:








SISTEMA DE TRENS RECIFE

Malha Viária:

O Sistema de Trens Urbanos do Recife é operado em 3 linhas férreas, sendo 2 eletrificadas e 1 operada por composições diesel com extensão total de 68,8 km abrangendo 4 municípios, Recife, Jaboatão dos Guararapes, Camaragibe e Cabo de Santo Agostinho, com 35 estações, transportando cerca de 244,9 mil passageiros/dia. A Linha Centro, eletrificada, abrangendo 3 municípios, Recife, Jaboatão dos Guararapes e Camaragibe, com 18 estações em operação, nos trechos Recife/Jaboatão e o ramal Coqueiral/Camaragibe; a Linha Sul também eletrificada, abrangendo 2 municípios, Recife e Jaboatão dos Guararapes, com 11 estações em operação, no trecho Recife/Cajueiro Seco e a Linha Diesel abrangendo 3 municípios, Recife, Jaboatão dos Guararapes e Cabo de Santo Agostinho, com 8 estações em operação.
O trecho Cajueiro Seco/Cabo está em fase de recuperação e após sua conclusão, será operado por VLT.

Mapa do Sistema:



Características operacionais:

  

Linha

Total

Centro

Sul

Diesel
Extensão da Via (km)

37,8

31

68,8

. Bitola larga - 1,60 m

37,8

 

37,8

. Eletrificada

37,8

 

37,8

. Bitola métrica - 1,00 m

-

31

31

. Não eletrificada

-

31

31

Nº de Estações

18

10

7

35 (**)

Nº de Oficinas

2

2

 

4

TUE Existentes (*)

25

-

 

25

Locomotivas Existentes (*)

-

4

 

4

Carros Existentes (*)

-

34

 

34

VLT (*)

 

 

5

5

Intervalo Mínimo Programado (min)

4,7

17

60

-

Intervalo Máximo Programado (min)

12

17

65

-

Tempo de Percurso Programado (min)

26 a 30

26 a 30

54

-

Efetivo de Pessoal

-

-

 

1.510

Municípios Atendidos

3

2

3

4(**)


Posição em 31 dez 2011.
(*) Os valores apresentados para o material rodante no quadro acima é do total existente nos sistemas, não necessariamente todos em operação devido à necessidade de manutenções periódicas e/ou avarias.
(**) As estações Recife e Joana Bezerra e os Municípios de Recife e Jaboatão dos Guararapes foram considerados somente uma vez, já que são comuns a mais de uma linha.

Histórico:

Atualmente, o METROREC é uma empresa operadora de transporte urbano sobre trilhos inserida no Sistema de Transportes Públicos de Passageiros – STPP, da Região Metropolitana do Recife - RMR.

A decisão de implantar o metrô do Recife foi tomada pelo Governo Federal, através do Ministério dos Transportes, que criou, em setembro de 1982, o consórcio METROREC, constituído pela Rede Ferroviária Federal S/A - RFFSA e pela Empresa Brasileira de Transportes Urbanos – EBTU (hoje extinta). Esse consórcio deu início a construção do metrô, em janeiro de 1983.

Em fevereiro de 1984, foi criada a Companhia Brasileira de Trens Urbanos – CBTU, com o intuito de gerenciar o transporte público de passageiros sobre trilhos, que antes era de responsabilidade da RFFSA, ficando essa última, apenas com a gestão do transporte de cargas. A CBTU, empresa do Governo Federal, está vinculada atualmente ao Ministério das Cidades.

Em janeiro de 1985, a CBTU absorveu a Superintendência de Trens Urbanos do Recife – STU/REC e em janeiro de 1988, através dessa Superintendência de Trens Urbanos, passou a gerenciar, também, o trem de subúrbio do Recife, conhecido como Linha Sul do METROREC, hoje em processo de eletrificação e expansão.

Em dezembro de 2002, foi inaugurado o primeiro trecho da expansão, a ampliação da Linha Centro, ligando a Estação Rodoviária à Estação Camaragibe, no município de mesmo nome.



Veja também:
   Sistemas da CBTU - Trens Metropolitanos
   Sistema Belo Horizonte
   Sistema João Pessoa
   Sistema Maceió
   Sistema Natal
   Sistema Recife

 
   
 
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