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Sistemas da CBTU
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CARACTERÍSTICAS DOS SISTEMAS
SISTEMA DE TRENS BELO HORIZONTE
SISTEMA DE TRENS JOÃO PESSOA
SISTEMA DE TRENS MACEIÓ
SISTEMA DE TRENS NATAL
SISTEMA DE TRENS RECIFE
Aqui são apresentados os sistemas metro-ferroviários operados pela CBTU, com suas características, históricos, municípios atendidos, entre outras informações relevantes.
Estes sistemas estão inseridos nas seguintes capitais brasileiras:
Recife (metrô e trem urbano)
Belo Horizonte (metrô)
João Pessoa (trem urbano)
Maceió (trem urbano)
Natal (trem urbano)
Características dos Sistemas
| Discriminação |
Recife |
Belo Horizonte |
Natal |
João Pessoa |
Maceió |
Total |
|
Extensão (km) |
Total |
68,8 |
28,2 |
56,2 |
30 |
32,1 |
215,3 |
Eletrificada |
37,8 |
28,2 |
- |
- |
- |
66 |
Não Eletrificada |
31 |
- |
56,2 |
30 |
32,1 |
149,3 |
Passageiros – MDU (mil) Média 2011 |
244,9 |
193,7 |
7,2 |
8,1 |
2,8 |
456,7 |
Nº de Estações |
35 |
19 |
22 |
12 |
15 |
103 |
TUE (*) |
25 |
25 |
- |
- |
- |
50 |
VLT (*) |
5 |
- |
- |
- |
4 |
9 |
Locos (*) |
4 |
- |
4 |
4 |
3 |
15 |
Carros (*) |
34 |
- |
20 |
24 |
9 |
87 |
Intervalo Mínimo (min) |
4,75 |
4 |
95 |
62 |
60 |
- |
Efetivo de Pessoal (**) |
1.510 |
742 |
110 |
93 |
114 |
2.569 |
Municípios Atendidos |
4 |
2 |
4 |
4 |
3 |
17 |
População.dos Municípios (mil) |
2.263 |
3.121 |
919 |
844,2 |
996 |
8.143,2 |
Posição em 31 dez 2011.
(*) Os valores apresentados para o material rodante no quadro acima é do total existente nos sistemas, não necessariamente todos em operação devido à necessidade de manutenções periódicas e/ou avarias.
(**) Não consta o efetivo de pessoal da Administração Central que é de 298 empregados.
SISTEMA DE TRENS BELO HORIZONTE
Malha Viária:
O Sistema de Trens Urbanos de Belo Horizonte, o Metrô/BH é operado em apenas uma linha ferroviária eletrificada com extensão de 28,2 km abrangendo 2 municípios, Belo Horizonte e Contagem, constituído pelo trecho Eldorado/Vilarinho, com 19 estações e 5 terminais integrados, transportando cerca de 140 mil passageiros/dia.
Mapa do Sistema:
Características operacionais:
| Extensão da Via (km) |
28,2 |
| . Bitola larga - 1,60 m |
28,2 |
| . Eletrificada |
28,2 |
| Nº de Estações |
19 |
| Nº de Oficinas |
1 |
| TUEs Existentes (*) |
25 |
| Intervalo Mínimo Programado (min) |
5,5 |
| Intervalo Máximo Programado (min) |
12 |
| Tempo de Percurso Programado (min) |
31,1 |
| Efetivo de Pessoal |
742 |
| Municípios Atendidos |
2 |
Posição em 31 dez 2011.
(*) Os valores apresentados para o material rodante no quadro acima é do total existente nos sistemas, não necessariamente todos em operação devido à necessidade de manutenções periódicas e/ou avarias.
Histórico:
No
final dos anos 70, o GEIPOT, órgão de planejamento
do Ministério dos Transportes, foi incumbido de
desenvolver um projeto para a Região Metropolitana
de Belo Horizonte (RMBH) que equacionasse o estrangulamento
da capacidade de transporte de cargas ferroviárias
que ocorria na região, eliminasse as “passagens
de nível” no meio urbano, cortado pela via
férrea, e melhorasse o transporte ferroviário
de passageiros.
Na RMBH, encontra-se
o entroncamento ferroviário mais importante do
País, interligando, sem alternativa, o norte ao
sul e o leste ao oeste do Brasil. Por ter que compartilhar
numa linha singela os transportes ferroviários
de carga e passageiros, as vias deste entroncamento apresentavam
uma capacidade limitada de transporte, inferior às
demandas existentes. Em face de tais problemas, o GEIPOT
desenvolveu um projeto que buscava uma solução
conjunta para carga e passageiros, duplicando e segregando
as linhas e descartando a idéia anterior, que era
a construção de um anel ferroviário
contornando a RMBH, de custo de implantação
inviável.
O sistema
de transporte urbano de passageiros sobre trilhos foi
projetado na mesma diretriz do leito ferroviário
já existente, reduzindo-se assim, o custo de implantação
e equacionando o problema da travessia ferroviária
da RMBH. A carga foi mantida em seu leito original, mas
com linha exclusiva e retificação de alguns
trechos.
O projeto foi desenvolvido com os seguintes objetivos básicos:
-
Implantar
um sistema de transporte urbano sobre trilhos com
características metroviárias que atendesse
à população da área de
influência direta e indireta das linhas já
existentes da RFFSA.
-
Melhorar
as condições operacionais das linhas
de carga que cortam a Região Metropolitana,
eliminando as passagens de nível e ampliando
a capacidade de transporte de 5 milhões de
t/ano para 30 milhões na primeira fase e para
60 milhões de t/ano com a duplicação
da linha.
-
Racionalizar
e modernizar o sistema de transporte urbano da RMBH,
proporcionando maior fluidez ao tráfego rodoviário,
a reconstituição da malha viária
seccionada em nível pelas vias férreas,
economia de combustíveis e redução
dos índices de poluição sonora
e atmosférica.
O projeto
original previa, inicialmente, uma ligação
entre Betim, a oeste, e o bairro São Gabriel, ao
norte de Belo Horizonte, com um ramal para o Barreiro,
a sudoeste, totalizando 60 km de plataforma ferroviária
em faixa totalmente vedada, transposições
inferiores e superiores para veículos e pedestres.
Foram previstas
22 estações, 25 trens-unidade-elétricas,
oficinas, pátios, terminais de integração
intermodal, instalações de apoio, além
dos sistemas de energia, supervisão, controle e
telecomunicações.
As obras foram
iniciadas em 1981, com um cronograma para a conclusão
em 1986, do trecho definido como prioritário de
37 km, compreendendo os percursos Eldorado - São
Gabriel com 26,5 km de linha dupla, incluindo as linhas
do pátio de manutenção do bairro
São Gabriel e o ramal Calafate/Barreiro com 10,5
km.
Os recursos para implantação do Metrô
deveriam vir do PME (Programa de Mobilização
Energética) e financiamento do Governo Francês
para aquisições de equipamentos para os
sistemas de sinalização, telecomunicação,
energia e parte do material rodante, com uma contrapartida
do Governo Federal, para execução de obras
civis, infra-estrutura, superestrutura, desapropriações
e montagem dos trens.
A parcela
dos recursos franceses foi recebida dentro do cronograma
previsto, mas, em face do encerramento do PME e da falta
de definição de novas fontes de investimentos,
os recursos do Governo Federal cessaram e os cronogramas
de obras foram sucessivamente rolados até 1987,
quando as frentes de serviço foram praticamente
desmobilizadas, tendo sido possível a operação
parcial do trecho Eldorado - Central, com 12,5 km de extensão,
sete estações e uma frota de apenas cinco
trens. Diversas obras complementares de tratamento dos
entornos das estações ficaram por fazer,
dificultando o acesso de pedestres ao sistema e a integração
com o sistema ônibus.
Somente a
partir de 1991, mediante um apoio suprapartidário
no Congresso Nacional, foi possível alocar recursos
no Orçamento da União, retomar as obras
de implantação do Metrô de Belo Horizonte
e a montagem dos 20 trens restantes, cujos trabalhos haviam
sido paralisados em 1986.
Com
a demora na implantação e o crescimento
da RMBH, foram modificados os objetivos e projetos inicialmente
previstos, adequando-os uma nova realidade:
-
Foi postergada
a implantação do trecho Eldorado-Betim
e ramal do Barreiro.
-
Foi priorizada
a extensão do Metrô para o vetor norte,
em direção à região de
Venda Nova, em função do crescimento
e das características de deslocamento de sua
população.
-
Foram
previstas mais quatro estações no trecho
Eldorado - São Gabriel, sendo a de Vila Oeste
e Rodoviária no trecho Eldorado-Central e a
de José Cândido da Silveira e Minas Shopping,
no trecho Horto-São Gabriel. A inclusão
destas novas estações se deve à
concepção de um projeto mais voltado
para o transporte urbano, visando atender melhor as
comunidades na área de influência do
Metrô.
-
A partir
de Santa Inês, as estações já
não seguem mais o padrão arquitetônico
definido pelo GEIPOT. As novas estações
são mais leves, de menor custo e, sempre que
possível, os elevadores estão sendo
substituídos por rampas.
-
Foi acatada
a sugestão dos órgãos gestores
de transporte da RMBH e da comunidade para alterar
o nome de algumas das novas estações,
para proporcionar melhor orientação
ao usuário. Estas alterações
foram: de Estação Entroncamento para
Rodoviária; de São Paulo para São
Gabriel; de Dona Clara para 1º de Maio e de Heliópolis
para Waldomiro Lobo.
-
Foi detectada
a necessidade de se dar um tratamento especial aos
acessos de pedestres e integração com
o sistema ônibus, sem os quais fica inviabilizada
a plena utilização do Metrô.
-
As novas
passarelas de pedestres possuem laterais com grades,
eliminando o padrão GEIPOT com o guarda-corpo
estrutural todo fechado, são mais leves, com
rampas mais suaves e proporcionam maior conforto e
segurança aos usuários.
A operação
comercial do Metrô de Belo Horizonte teve início
em 1º agosto de 1986. Nesta época, entraram
em operação seis estações,
ligando Eldorado e Lagoinha, com 10,8 km de linha e apenas
três trens. Em 1987, foram incorporados ao trecho
a estação Central e mais dois trens. A partir
de 1994 mais onze trens foram colocados em operação,
sendo: um em 1994, cinco em 1995, quatro em 1996 e um
em 2000. A frota de 25 trens foi completada em dezembro
de 2001.
As
estações foram incorporadas ao sistema nas
seguinte datas:
-
Eldorado
a Lagoinha – agosto/1986
-
-
Santa
Efigênia - abril/1992
-
Santa
Tereza - dezembro/1993
-
Horto
Florestal - dezembro/1992
-
Santa
Inês - dezembro/1994
-
José
Cândido da Silveira – abril/1997
-
Minas
Shopping - abril/1997
-
Vila
Oeste – julho/1999
-
São
Gabriel - janeiro/2002
-
Primeiro
de Maio - Operação Parcial - abril/2002
-
Waldomiro
Lobo - Operação Parcial - julho/2002
- Floramar
- Operação Parcial - julho/2002
-
Vilarinho
- Operação Parcial - setembro/2002
SISTEMA DE TRENS JOÃO PESSOA
Malha Viária:
O Sistema de Trens Urbanos de João Pessoa é operado por composições diesel em apenas uma linha ferroviária com extensão de 30 km abrangendo 4 municípios, João Pessoa, Cabedelo, Bayeux e Santa Rita, constituído pelo trecho Cabedelo/ , com 10 estações em operação, transportando cerca de 10,1 mil passageiros/dia.
Mapa do Sistema:
Características operacionais:
| Extensão da Via (km) |
30 |
| . Bitola métrica - 1,00 m |
30 |
| . Não eletrificada |
30 |
| Nº de Estações |
12 |
| Nº de Oficinas |
1 |
| Locomotivas Existentes (*) |
4 |
| Carros Existentes (*) |
24 |
| Intervalo Mínimo Programado (min.) |
62 |
| Intervalo Máximo Programado(min.) |
93 |
| Tempo de percurso Programado. (min.) |
56 |
| Efetivo de Pessoal |
93 |
Posição em 31 dez 2011.
(*) Os valores apresentados para o material rodante no quadro acima é do total existente nos sistemas, não necessariamente todos em operação devido à necessidade de manutenções periódicas e/ou avarias.
Histórico:
A primeira concessão
A
princesa Isabel, em 15 de dezembro de 1871, assinou o
Decreto nº 4.838, concedendo aos conselheiros Diogo
Velho Cavalcanti de Albuquerque, deputado geral Anísio
Salatiel Carneiro da Cunha e André Rebouças,
o privilégio de construir e explorar a estrada
de ferro Conde D’Eu, ligando a sede da Província
à vila de Alagoa Grande, com ramais para as de
Ingá e Independência (antigo nome da cidade
de Guarabira). Essa concessão não vingou.
Em 1880, foi iniciada a construção da estrada
de ferro. O historiador Horácio Almeida registra
que “o progresso entrou na Paraíba pela linha
de ferro. Por onde apitava o trem uma emoção
nova nascia: a do progresso econômico, mas foi coisa
de pouca monta, porque a área beneficiada era demasiado
exígua”.Em 1881, foi inaugurado um trecho
de 30 km ligando João Pessoa à localidade
Entroncamento, em Sapé. Era a Companhia Estrada
de Ferro Conde D’Eu, do Brasil Imperial, detentora
da concessão.
A república e a Great Western
Onde o trem chegava, a vida mudava. De Entroncamento,
a estrada se bifurcava para o norte, chegando até
Mulungu, em 1882, e em 1884, à Guarabira, de onde
prosseguiu para Nova Cruz, no Rio Grande do Norte e daí,
até Natal. Ao sul, parou em Pilar, em 1883. “Houve
maior demora em fazer a ligação da capital
ao porto do Cabedelo, numa extensão de apenas 18
km, realizada em 1889. Proclamada a República,
os trabalhos pararam. O único trecho construído
em onze anos do regime republicano foi o de Mulungu a
Alagoa Grande, inaugurado em 1901, numa extensão
aproximada de 25 km”. Em julho de 1901, o Governo
Federal arrendou a ferrovia à empresa inglesa Great
Western Railway, que construiu um ramal de Pilar a Timbaúba,
em Pernambuco e completou o trecho de Guarabira a Nova
Cruz, no Rio Grande do Norte. Em 1907, o trem chegou a
Campina Grande. “A estrada de ferro onde fazia ponta
dava vida ao lugar. Se passava adiante, levava consigo
o progresso. Itabaiana cresceu quando o trem ali chegou.
Estacionou, senão decresceu, quando os trilhos
se prolongaram até Campina Grande. Os lugares que
ficavam marginalizados, ao longo da estrada, sem vias
de acesso, como Mamanguape e Areia, caíram estagnados”.
A Rede Ferroviária e a CBTU
A Great Western operou até 1957, quando o Governo
Federal criou a Rede Ferroviária Federal S/A- RFFSA.
Em 1982, ainda sob o controle da Rede, o sistema de trens
urbanos para transporte de passageiros foi reativado na
Paraíba. Em 22 de fevereiro de 1984, surgiu à
Companhia Brasileira de Trens Urbana-CBTU (Decreto-lei
nº 89.396), vinculada à Secretaria Nacional
de Transportes do Ministério dos Transportes. A
CBTU mantém o transporte de passageiros em seis
capitais brasileiras :Belo Horizonte, Salvador, Maceió,
Recife, João Pessoa e Natal. Em 1º de julho
de 1995, foi instalada a Gerência de Trens Urbanos
de João Pessoa, desmembrada da Superintendência
de Trens Urbanos de Recife. Também neste ano, governo
federal privatizou o transporte de carga, que agora é
uma concessão da Companhia Ferroviária do
Nordeste, compartilhando a via férrea da empresa
estatal. Já a Rede Ferroviária Federal (RFFSA)
foi extinta.
Estações históricas
A Estação João Pessoa chamava-se
Estação Ferroviária Conde D’Eu,
situada no Varadouro. Foi construída em 1889. Tinha
um estilo eclético, com muitos janelões
e entrada principal. Na década de 1940, o prédio
foi derrubado e substituído pela atual construção
inaugurada em 10 de novembro de 1942, com características
do estilo modernista – linhas retas, marquise, mezanino,
fachadas sem adornos, esquadrias de ferro e vidro. Também
é histórica a Estação de Cabedelo,
com arcos e portas de madeira. As demais seguem um padrão
moderno, com cores diferentes, mas em todas, o passageiro
está ao abrigo das chuvas, encontra acesso para
deficientes e bancos para sentar. O sistema atual tem
o traçado original e com 30 quilômetros de
extensão, nove estações e atende
aos municípios de Santa Rita, Bayeux, João
Pessoa e Cabedelo.
O trem de João Pessoa
O sistema de trens urbanos da Capital paraibana é
composto por três locomotivas e 17 carros de passageiros,
formando duas composições que realizam 28
viagens diárias, interligando os municípios
de Cabedelo, João Pessoa, Bayeux e Santa Rita,
na Grande João Pessoa. Com nove estações
modernas e recuperadas, os trens da CBTU de João
Pessoa transportam, em média, sete mil passageiros/dia
com uma tarifa subsidiada pelo Governo Federal. Nos 30
km de extensão, os passageiros podem desfrutar
de uma viagem agradável, segura, econômica
e rápida, além de contemplar belas paisagens
rurais em plena área urbana. Preocupada com o espaço
onde está inserida, a CBTU de João Pessoa,
ao oferecer um transporte de passageiros com qualidade,
se integra à comunidade lindeira realizando projetos
sociais e culturais que visam manter uma sinergia com
a população, resgatando os valores do povo
paraibano.
SISTEMA DE TRENS MACEIÓ
Malha Viária:
O Sistema de Trens Urbanos de Maceió é operado por composições diesel em apenas uma linha ferroviária com extensão de 32 km atendendo a 3 municípios, Maceió, Satuba e Rio Largo, constituído pelo trecho Maceió/Lourenço Albuquerque, com 15 estações em operação, transportando cerca de 910 mil passageiros/dia.
Mapa do Sistema:
Características operacionais:
| Extensão da Via (km) |
32,1 |
| . Bitola métrica – 1,00 m |
32,1 |
| . Não eletrificada |
32,1 |
| Nº de Estações |
15 |
| Nº de Oficinas |
1 |
| Locomotivas Existentes (*) |
3 |
| Carros Existentes (*) |
21 |
| VLT (*) |
4 |
| Intervalo Mínimo Programado (min) |
60 |
| Intervalo Máximo Programado (min) |
195 |
| Tempo de Percurso Programado (min) |
70 |
| Efetivo de Pessoal |
114 |
| Municípios Atendidos |
3 |
Posição em 31 dez 2011.
(*) Os valores apresentados para o material rodante no quadro acima é do total existente nos sistemas, não necessariamente todos em operação devido à necessidade de manutenções periódicas e/ou avarias.
Histórico:
O ano de 1864 é tido como o ponto de partida para
história da ferrovia em Alagoas, quando foram autorizados
os estudos necessários à construção
de uma via férrea que fizesse a conexão
entre o Porto de Jaraguá e o centro de Maceió.
Em
1868, foi inaugurado um ramal com cerca de seis quilômetros,
que ia da ponte de desembarque, passando pela ponte do
Fonseca, até o Trapiche da Barra, sob a responsabilidade
da Companhia Baiana de Navegação.
Um
ranal dessa linha, com cinco quilômetros, foi inaugurado
em 1872, fazendo o percurso da atual Rua Senador Mendonça
até o bairro de Bebedouro.
As
locomotivas eram puxadas por animais e conduzidas com
extremo cuidado para que não expusessem os transeuntes
a riscos. Eram os bondes de outrora!
A
inauguração do edifício da Estação
Central da Alagoas Railway, companhia presidida pelo inglês
Hugh Wilson, em julho de 1891, trouxe bastante satisfação
para os habitantes da vila, pois oferecia excelentes condições
de atendimento em suas linhas modernas e atraentes.
A
província logo sofreu as influências que
o trem levou para os lugares onde apareceu, pois facilitou
a divulgação dos fatos do mundo, a discussão
dos assuntos políticos, sociais, científicos
e culturais.
As
idéias progressistas se espalharam com a mesma
velocidade dos trens, levadas pelas revistas ilustradas
que neles circularam. Os homens de negócios passaram
a viajar mais constantemente às cidades ligadas
pelos trens e as regiões servidas pelos trilhos
tiveram suas propriedades bastante valorizadas. Os grandes
produtores rurais viram seus produtos chegar com mais
rapidez e menos investimento aos portos de Maceió
e do Recife. Era o progresso!
O
edifício da Rede Ferroviária Federal (RFFSA)
– Estação de passageiros
A
construção data do século passado.
Ao longo dos anos sofreu algumas modificações,
impostas pelo seu próprio desenvolvimento, sendo
que as características originais foram mantidas.
A
linha férrea, que aqui teve origem, foi a primeira
a ser instalada em Alagoas e, inicialmente, ligava a Boca
de Maceió ao Bairro de Jaraguá. Sua inauguração
foi em 25 de março de 1868. Em 1884, partindo daqui,
inaugurava-se a estrada de ferro Maceió- União
dos Palmares, pertencente à Cia Inglesa Alagoas
Railway. Somente 10 anos depois, a 13 de maio de 1894,
o ramal férreo Glicério passa a interligar
a estrada de ferro de Alagoas ao sul de Pernambuco.
SISTEMA DE TRENS NATAL
Malha Viária:
O Sistema de Trens Urbanos de Natal é operado por composições diesel em duas linhas ferroviárias com extensão total de 55,7 km abrangendo 4 municípios transportando cerca de 9,3 mil passageiros/dia. A Linha Norte com extensão de 38 km, abrangendo 3 municípios, Natal, Extremóz e Ceará Mirim, com 12 estações em operação e a Linha Sulcom 17,7 km, abrangendo 2 municípios, o de Natal e o de Parnamirim, com 10 estações em operação,
Mapa do Sistema:
Características operacionais:
| |
Linha |
Total |
Norte |
Sul |
| Extensão da Via (km) |
38,5 |
17,7 |
56,2 |
| . Bitola métrica - 1,00 m |
38,5 |
17,7 |
56,2 |
| . Não eletrificada |
38,5 |
17,7 |
56,2 |
| Nº de Estações |
13 |
9 |
22 (**) |
| Nº de Oficinas |
- |
- |
1 |
| Locomotivas Existentes (*) |
- |
- |
4 |
| Carros Existentes (*) |
- |
- |
20 |
| Intervalo Mínimo Programado (min) |
150 |
95 |
- |
| Intervalo Máximo Programado (min) |
230 |
230 |
- |
| Tempo de Percurso Programado (min) |
65 |
37 |
- |
| Efetivo de Pessoal |
- |
- |
110 |
| Municípios Atendidos |
- |
- |
4 (**) |
Posição em 31 dez 2011.
(*) Os valores apresentados para o material rodante no quadro acima é do total existente nos sistemas, não necessariamente todos em operação devido à necessidade de manutenções periódicas e/ou avarias.
(**) A estação e o Município de Natal foram considerados somente uma vez, já que são comuns às linhas.
Histórico:
SISTEMA DE TRENS RECIFE
Malha Viária:
O Sistema de Trens Urbanos do Recife é operado em 3 linhas férreas, sendo 2 eletrificadas e 1 operada por composições diesel com extensão total de 68,8 km abrangendo 4 municípios, Recife, Jaboatão dos Guararapes, Camaragibe e Cabo de Santo Agostinho, com 35 estações, transportando cerca de 244,9 mil passageiros/dia. A Linha Centro, eletrificada, abrangendo 3 municípios, Recife, Jaboatão dos Guararapes e Camaragibe, com 18 estações em operação, nos trechos Recife/Jaboatão e o ramal Coqueiral/Camaragibe; a Linha Sul também eletrificada, abrangendo 2 municípios, Recife e Jaboatão dos Guararapes, com 11 estações em operação, no trecho Recife/Cajueiro Seco e a Linha Diesel abrangendo 3 municípios, Recife, Jaboatão dos Guararapes e Cabo de Santo Agostinho, com 8 estações em operação.
O trecho Cajueiro Seco/Cabo está em fase de recuperação e após sua conclusão, será operado por VLT.
Mapa do Sistema:
Características operacionais:
| |
Linha |
Total |
Centro |
Sul |
Diesel |
| Extensão da Via (km) |
37,8 |
31 |
68,8 |
| . Bitola larga - 1,60 m |
37,8 |
|
37,8 |
| . Eletrificada |
37,8 |
|
37,8 |
| . Bitola métrica - 1,00 m |
- |
31 |
31 |
| . Não eletrificada |
- |
31 |
31 |
| Nº de Estações |
18 |
10 |
7 |
35 (**) |
| Nº de Oficinas |
2 |
2 |
|
4 |
| TUE Existentes (*) |
25 |
- |
|
25 |
| Locomotivas Existentes (*) |
- |
4 |
|
4 |
| Carros Existentes (*) |
- |
34 |
|
34 |
| VLT (*) |
|
|
5 |
5 |
| Intervalo Mínimo Programado (min) |
4,7 |
17 |
60 |
- |
| Intervalo Máximo Programado (min) |
12 |
17 |
65 |
- |
| Tempo de Percurso Programado (min) |
26 a 30 |
26 a 30 |
54 |
- |
| Efetivo de Pessoal |
- |
- |
|
1.510 |
| Municípios Atendidos |
3 |
2 |
3 |
4(**) |
Posição em 31 dez 2011.
(*) Os valores apresentados para o material rodante no quadro acima é do total existente nos sistemas, não necessariamente todos em operação devido à necessidade de manutenções periódicas e/ou avarias.
(**) As estações Recife e Joana Bezerra e os Municípios de Recife e Jaboatão dos Guararapes foram considerados somente uma vez, já que são comuns a mais de uma linha.
Histórico:
Atualmente, o METROREC é uma empresa
operadora de transporte urbano sobre trilhos inserida no
Sistema de Transportes Públicos de Passageiros –
STPP, da Região Metropolitana do Recife - RMR.
A
decisão de implantar o metrô do Recife foi
tomada pelo Governo Federal, através do Ministério
dos Transportes, que criou, em setembro de 1982, o consórcio
METROREC, constituído pela Rede Ferroviária
Federal S/A - RFFSA e pela Empresa Brasileira de Transportes
Urbanos – EBTU (hoje extinta). Esse consórcio
deu início a construção do metrô,
em janeiro de 1983.
Em
fevereiro de 1984, foi criada a Companhia Brasileira de
Trens Urbanos – CBTU, com o intuito de gerenciar
o transporte público de passageiros sobre trilhos,
que antes era de responsabilidade da RFFSA, ficando essa
última, apenas com a gestão do transporte
de cargas. A CBTU, empresa do Governo Federal, está
vinculada atualmente ao Ministério das Cidades.
Em
janeiro de 1985, a CBTU absorveu a Superintendência
de Trens Urbanos do Recife – STU/REC e em janeiro
de 1988, através dessa Superintendência de
Trens Urbanos, passou a gerenciar, também, o trem
de subúrbio do Recife, conhecido como Linha Sul
do METROREC, hoje em processo de eletrificação
e expansão.
Em
dezembro de 2002, foi inaugurado o primeiro trecho da
expansão, a ampliação da Linha Centro,
ligando a Estação Rodoviária à
Estação Camaragibe, no município
de mesmo nome.

Veja também:
Sistemas
da CBTU - Trens Metropolitanos
Sistema Belo Horizonte
Sistema
João Pessoa
Sistema
Maceió
Sistema
Natal
Sistema
Recife
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