Belo
Horizonte
Museu
de Artes e Ofícios
Em 12 de dezembro de 2002, foi
inaugurada a 1ª etapa
do Museu de Artes e Ofícios
– MAO - com a restauração
do prédio "A",
e a abertura da exposição
Trilhos da Memória.
O projeto se tornou possível graças à parceria
entre o Ministério da Cultura (Lei Rouanet), a Companhia
Brasileira de Trens Urbanos, que cedeu, através de convênio,
o edifício-sede da Estação Central de Belo
Horizonte, prédio histórico da época da construção
da Capital, e Instituto Flávio Gutierrez e a doação
ao patrimônio público de um acervo de 1.800 peças,
dos séculos XVIII a XX, pela empresária Angela Gutierrez.
A valiosa coleção mostra a riqueza
da produção popular: os fazeres, ofícios
e artes que deram origem às profissões contemporâneas.
Ao percorrê-la, o visitante verá um painel
da história do trabalho e das relações
sociais no Brasil, nos últimos três séculos.
Em meio ao ir e vir da população na sua luta
cotidiana – a estação metroviária
continuará atendendo diariamente seus usuários,
- estarão expostos os rudimentos da siderurgia, os
primeiros teares, a carpintaria, a sapataria, os ofícios
ambulantes, as cozinhas artesanais, enfim todo um universo
em que o trabalhador brasileiro irá se reconhecer.
A 2ª fase da implantação do museu envolve a restauração
do prédio "B" e a finalização das
instalações do prédio "A". O projeto
do arquiteto e museógrafo francês Pierre Catel prevê
ainda a transformação dos túneis que ligam
os dois prédios em galerias de exposição, a
criação de um jardim-museu, além de café-restaurante,
área de eventos, laboratório de restauração,
centro de referência, loja, áreas de convivência,
auditório e salas de treinamento. A área de trabalho
atinge aproximadamente 7.000m2.
Não
é um museu histórico e pretende, através do
seu acervo fazer uma conexão do passado recente com o presente
e projetar-se para o futuro, principalmente em suas atividades educativas
e culturais. A idéia é que o museu resgate o passado
e ao mesmo tempo registre o presente e suas transformações
com um núcleo de memória viva. O museu funcionará
também como um centro difusor de conhecimento na área
museológica, atuando na formação e na capacitação
profissional. Estão previstos ainda projetos editoriais e
uma área de extensão cultural, além de programas
educacionais, com atendimento especial para estudantes e atividades
ludopedagógicas.
Nas
suas obras de implantação, o MAO abriga dois projetos
sociais. Na restauração do prédio da Estação
trabalham os meninos grafiteiros atendidos pelo projeto Guernica,
da Prefeitura de Belo Horizonte, e na preparação das
peças do acervo, atuam os adolescentes em situação
de risco do Centro Comunitário de Inhaúma, município
próximo a Belo Horizonte.