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38 22Mais de 6mil deficientes visuais embarcaram no metrô no ano de 2021. Para as pessoas com deficiência (PcD’s), que necessitam de auxílio e utilizam o sistema todos os dias, a CBTU Belo Horizonte possui um serviço de acompanhamento para que o trajeto até o trem seja seguro.

Ao chegar à estação, o passageiro cadeirante ou com deficiência visual deve se identificar, para que um assistente operacional seja chamado para acompanhá-lo. Junto ao empregado, o usuário caminha pela plataforma e aguarda o trem em segurança. José Antônio, usuário do metrô há 15 anos e aluno do Instituto São Rafael, que fica próximo à estação Carlos Prates, conta que é passageiro do sistema desde 2007. “A ajuda dos assistentes operacionais de estação é muito importante para a gente, tanto na saída do metrô, por causa do vão entre o trem e a plataforma, quanto dentro da estação, perante os usuários, para que não ocorra nenhum acidente”, expressa. Já o usuário Jonerson Lima, que também é aluno daquele instituto, relata que utiliza o metrô desde 2014. “Vou de metrô para a escola e os funcionários sempre me ajudam a embarcar e desembarcar nas estações”, diz ele. 

Quando o metrô chega, o empregado da CBTU auxilia o embarque do passageiro no primeiro vagão, mais próximo ao maquinista, o qual é informado da estação de destino daquele usuário. Além de via rádio, o trem é identificado no sistema operacional e os detalhes da viagem são descritos para que, ao chegar a hora do desembarque, outro assistente operacional esteja preparado para prestar auxílio. “Eu considero essa parte do meu trabalho muito importante, pois a estação pode ser uma área de risco para essas pessoas por causa da escada e também do vão entre o trem e a plataforma. Muitas vezes, os usuários vêm desacompanhados, contando com essa ajuda. Também acontece de o trem estar cheio e precisarmos pedir para alguém ceder o lugar aos passageiros que têm prioridade para sentar”, comenta o assistente operacional de estação, Fabricio Cesar.