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070519ac2Em uma coletiva de imprensa realizada nesta segunda feira, na Superintendência da CBTU no Recife, o diretor-presidente José Marques, o diretor de Planejamento e Relações Institucionais, Pedro Cunto e o nsuperintendente do Recife, Leonardo Villar, explicaram para os jornalistas, de forma clara, franca e transparente, todo o momento econômico vivido pela Companhia e a necessidade do reequilíbrio orçamentário.

“O valor está muito defasado com relação aos custos com o processo inflacionário e com os custos específicos do metrô. Alguns lugares há mais de 15 anos não há uma recomposição das tarifas. Uma situação que já era deficitária no passado, ficou pior por conta da situação fiscal do país. No Recife, os custos esse ano vão chegar a R$ 541 milhões aproximadamente. Nosso faturamento, hoje, com a tarifa a R$ 1,80, está em torno de R$ 70 milhões. Então você tem um déficit de 480 milhões que é coberto pelo Governo Federal que precisa ser reduzido”, explica o diretor de Planejamento e Relações Institucionais, Pedro Cunto, que lembrou que metrôs no mundo inteiro recebem algum tipo de subsídio governamental para funcionar.

O impasse envolvendo CBTU e Governo de Pernambuco, que afeta a receita da Companhia, também foi explicitado na ocasião.

“Hoje, no Recife, quem acessa os terminais integrados por meio de ônibus não paga nada para a CBTU. Isso quer dizer que são 54% dos usuários. Mais da metade. Então a gente transporta mais de 200 mil pessoas por dia em que a CBTU não recebe nenhuma receita por isso. O que a CBTU Recife vem buscando nos últimos dois anos, mas ainda não conseguiu, é repactuar essa integração. Hoje a gente está com processo na justiça, cobrando esses valores, que já chegam a R$ 110 milhões”, conta Cunto

Por fim, o diretor explicou que o contingenciamento proposto pelo Ministério da Economia, com a atual receita da Companhia, pode afetar a operação a partir do segundo semestre, reforçando inevitabilidade da recomposição das tarifas dos cinco sistemas. A CBTU, após audiência de conciliação na 15ª Vara da Justiça Federal de Minas Gerais, inicia no dia 05 de maio a implementação do reequilíbrio tarifário de maneira progressiva.

O diretor-presidente, José Marques, considerou a repercussão da coletiva positiva. “Esse reequilíbrio é necessário, tendo em vista todo o histórico tarifário da CBTU. Contamos toda a nossa história, com transparência e verdade, esse é um dever nosso com os cidadãos que usam nossos sistemas”, declarou Marques.