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 Legenda: Da esq p/ dir.: O empregado da stu/recife Ubiratan Fernandes; Carlos Ferreira superintendente da STU/Recife

O clima foi de muita alegria e satisfação na tarde desta sexta-feira, 20 de janeiro, na Estação Recife. Na ocasião foi apresentado o novo Trem de Lastro, veículo projetado por empregados da STU Recife que transportará os responsáveis pela manutenção da rede aérea. O modelo desenvolvido, que custaria em torno de R$4 milhões se adquirido no mercado, foi produzido com um investimento de aproximadamente R$ 380 mil. Extremamente versátil e produtivo para a rede aérea, comporta uma quantidade bem maior de funcionários e equipamentos com uma infraestrutura bem mais eficiente e com mais conforto para os funcionários da CBTU.

O evento de lançamento contou com a presença do diretor-presidente, José Marques, da diretora Técnica, Adriana Lins; do diretor de Planejamento, Eduardo Coimbra; do superintendente de Recife, Carlos Ferreira; e de membros do corpo técnico e gerencial da CBTU Recife e da Administração Central.

“Esse trem é uma conquista que demonstra o esforço, comprometimento, criatividade e alta capacidade técnica de nossos metroviários; que, apesar dos desafios, continuam dedicados à nossa missão de transportar pessoas. Agradeço a todos que contribuíram para essa realização”, destacou o diretor-presidente da CBTU, José Marques.

O novo Trem de Lastro é composto por dois vagões, prancha e locomotiva, e sua confecção foi realizada pela empresa terceirizada SERVIMEC nas oficinas da CBTU. Diversas áreas da STU Recife estiveram envolvidas no projeto: a gerência regional de Manutenção (GIMAN) e operacional de sistema elétrico (GOSIP), além das coordenações operacionais COELI, COOFI, COPEM e COVIP.

“Os empregados da CBTU a cada dia me surpreendem mais, positivamente. Apesar das dificuldades, essa turma não para: eles têm um amor grande pela ferrovia e vivem procurando maneiras de, com muita criatividade, superar os desafios e criar soluções”, afirmou o superintendente da CBTU Recife, Carlos Ferreira.

O metroviário Ubiratan Fernandes de Oliveira, da COELI, foi o responsável pela ideia de juntar dois carros do trem Santa Matilde e os transformá-los em um modelo Trem de Lastro. “Eu vou fazer quarenta anos de trabalho na ferrovia, tenho um pai que era ferroviário, e ver um projeto desse pronto e poder entregá-lo para equipe da manutenção é muito gratificante, pois as dificuldades e desafios são muito grandes, e sabemos que quem vai lucrar com isso é o nosso usuário”, comentou Ubiratan.

O novo veículo substituirá vagões que faziam, há mais de 60 anos, o transporte de carga na antiga Rede Ferroviária e foram adaptados para a realização das atividades de transporte de ferramentas pesadas que auxiliam no trabalho de inspeção e manutenção das catenárias, contrapesos e seccionadoras da rede aérea.

Comparado ao Carro Torre (CT), veículo que estava sendo utilizado para manutenção da rede aérea até o momento, o Trem de Lastro tem uma capacidade produtiva bem maior, como exemplo, proporciona a troca de dez a vinte elementos de fixação de rede área por vez. No antigo era possível realizar apenas uma troca por vez. Outro destaque é a plataforma do novo veículo: no CT cabiam apenas dois funcionários. Agora, mais 20 funcionários podem trabalhar no do veículo no mesmo instante, inclusive na plataforma superior.

“Nós conseguiremos trabalhar com vinte pessoas nesse trem. Antes eu estava trabalhando com  duas, no máximo três. Como o horário de manutenção noturna ele é muito pequeno, porque iniciamos à meia-noite e temos  que finalizar  de três e meia, no máximo quatro horas da manhã; quanto mais gente eu poder colocar naquele trecho pra executar aquela atividade, mais atividade eu faço. Então, assim, eu ganho produtividade. Essa é uma das vantagens desse trem”, explica Dorival Martins, gerente de manutenção.

Além de toda a infraestrutura de torno, bancada, entre outros, possui uma plataforma móvel motorizada. Esta plataforma alcança uma distância, para ambos os lados, de mais de um metro do eixo da via, fazendo com que os funcionários cheguem mais perto dos equipamentos alocados nos postes para realizarem as manutenções de forma segura.