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2202No dia 11 de janeiro é comemorado, no Brasil, o Dia do Controle da Poluição por Agrotóxicos, uma data marcada pela conscientização quanto aos riscos que essas substâncias podem trazer à saúde da população e ao meio ambiente, quando usadas de maneira descontrolada.

Preocupada com essa e outras questões ambientais, a CBTU possui comitês de sustentabilidade em âmbito nacional e regional, responsáveis por assessorar a Administração Central e as Superintendências de Trens Urbanos, respectivamente.  Criados a partir de resoluções internas, as comissões buscam propor e garantir políticas relacionadas ao meio ambiente, principalmente no que tange a gestão de resíduos sólidos e efluentes e a regularização ambiental na Companhia, sugerindo e orientando iniciativas e negócios relacionados ao tema. 

Os agrotóxicos são classificados pela lei nº 7.802 de 1989 como produtos “cuja finalidade seja alterar a composição da flora ou da fauna, a fim de preservá-las da ação danosa de seres vivos considerados nocivos” e ainda como “substâncias e produtos empregados como desfolhantes, dessecantes, estimuladores e inibidores de crescimento”. Na STU-BH, foi utilizada, no ano passado, uma média de 30L/mês do agrotóxico herbicida Arsenal®, para o controle de plantas daninhas ao longo de toda a via do metrô. Visto que não só os produtos como também os frascos e embalagens de quaisquer agrotóxicos são considerados perigosos, atualmente, na CBTU-BH, todo resíduo é recolhido por uma empresa contratada e enviado para co-processamento, a fim de dar um destino adequado ao material.

Número crescente: Aplicados em ambientes rurais, nativos ou cultivados, bem como em ambientes urbanos, hídricos ou industriais, há hoje 2.300 agrotóxicos registrados no Brasil, sendo que o número de estabelecimentos que admitiram utilizá-lo aumentou 20,4% nos últimos 11 anos, segundo o Censo Agropecuário do IBGE, de 2017. 

O contato direto dos agrotóxicos com a lavoura afeta não somente os alimentos consumidos in natura, mas também os alimentos processados. Ademais, as substâncias são dispersas pelo ar e pelos rios, impregnando o solo e atingindo as águas subterrâneas, podendo contaminar também a fauna através do contato direto com a água ou da ingestão de alimentos contaminados pelos animais. 

Com relação à saúde humana, o Instituto Nacional de Câncer (INCA) aponta que os efeitos da exposição aos agrotóxicos podem ser agudos (aparecimento rápido) ou crônicos (surgem após exposições repetidas a pequenas quantidades de agrotóxicos por um período prolongado). Estudos apontam ainda que, além dos fatores genéticos, há potencial de desenvolvimento de câncer relacionado a diversos agrotóxicos, o que justifica a precaução para com seu uso e contato.