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Nesta quinta, 27, foi realizada na sede da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos, no Recife, uma audiência pública convocada pelo Procon-PE para discutir a situação do metrô pernambucano. Estiveram presentes, representando a CBTU, o gerente operacional jurídico, Frederico Alencar; o gerente de comunicação e marketing, Salvino Gomes; o assistente da Superintendência, Walter Neukranz; e os advogados Thiago Moreira e Rodrigo de Lima Santos. Entidades ligadas ao transporte público, como o sindicato dos metroviários, o Consórcio Grande Recife e representantes de passageiros também participaram da audiência.

“O metrô precisa, hoje, de aproximadamente R$1 bilhão para sanar os problemas. Há dez anos que não são repassados recursos suficientes para recuperar o sistema", apontou o assistente da Superintendência, Walter Neukranz, que apresentou os vários problemas decorrentes do orçamento ser insuficiente. A prática de ‘canibalizar um trem’, ou seja, de parar um trem para retirar peças dele para que os demais para rodar, é uma das conseqüências do orçamento deficitário. “Atualmente, da nossa frota de 40 trens, temos imobilizados 12 dos 25 trens da frota antiga e 4 dos 15 trens da frota nova. Além de estarem parados 2 dos 9 VLT’s”, afirmou ele.

A dívida do Grande Recife com a CBTU, que é referente ao repasse do valor pago pelos passageiros que utilizam o VEM nas estações do Metrô, também foi citada durante a audiência. Neukranz ressaltou também que as causas do acidente ocorrido na Estação Ipiranga, dia 18, estão sendo investigadas por uma comissão e que os resultados sairão em trinta dias, e reafirmou que o Metrô conta com um sistema automático de controle para garantir a segurança dos usuários.

A reunião foi comandada pelo secretário de Justiça e Direitos Humanos, Pedro Eurico, que atendeu a solicitação da Companhia por um prazo adicional para apresentar uma defesa mais aprofundada, concedendo dez dias úteis à CBTU. Segundo ele, a secretaria e o Procon traçarão um plano de segurança para as estações com foco na questão dos ambulantes, será marcada uma audiência com o Ministério Público Federal sobre o assunto e que a situação do metrô será levada ao Ministério da Infraestrutura, nome atual da antiga pasta Ministério dos Transportes.