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tauA 2ª edição do TAU – Território Arte Urbana, mostra de intervenções de artes visuais, que será realizada em diversos espaços dos bairros Santa Tereza e Horto, estreia nesta sexta (12) e segue até 21 de julho com uma agenda lotada de atrações. Foram selecionados pelos curadores Karina Felipe e Binho Barreto, 17 artistas individuais e uma dupla, vindos de São Paulo e residentes em BH, que realizam trabalhos de diferentes linguagens e suportes, como pintura, graffiti, instalações, esculturas, lambe-lambe e fotografias.

A CBTU Belo Horizonte é parceira do evento que deve receber ao todo 18 obras em 12 espaços distintos. A Praça Joaquim Ferreira da Luz (Rua Conselheiro Rocha, 2845) é um dos pontos privilegiados do percurso e deve receber pelo menos sete obras no muro do metrô que circunda a parte baixa do Santa Tereza. Os trabalhos ficam expostos para visitação de 21 de julho a 01 de setembro. “A proposta é ampliar o conceito de arte urbana, transformando-a num recorte de arte que não apenas embeleza, mas que altera e perpassa o cotidiano das pessoas. "Buscamos a humanização da arte naquilo que temos de mais poético no nosso entorno e com uma variedade ainda maior de texturas e técnicas capazes de atravessar o cotidiano das pessoas”, conta Gisele Milagres, idealizadora do projeto.

Multiartistas no metrô: Entre os sete artistas que farão intervenções de muralismo, graffitti e lambe no muro do metrô, estão Helder Cavalcante, que levará a influência do ambiente urbano e sua arquitetura na criação de imagens feitas com suportes coletados em ferro velho ou em desenhos e pinturas que nascem de referências colhidas no deslocamento pela cidade; Zé D Nilson, artista que já realizou trabalhos no Complexo e no Gentileza Lagoinha e também na Pedreira Feira Shopping; Caio Ronin e seus fragmentos que representam situações cotidianas como causa e efeito, inércia e a magia do momento presente a fim de causar uma reflexão sobre fenômenos alheios à nossa vontade; Bel Morada e seu trabalho crítico e poético que transita por lugares imaginários, entre moradas e criaturas e mundos repletos de mistério e imaginação; Spunk e sua obra que aborda a insuficiência dos percentuais numéricos do mundo cibernético e a distinção entre usuário e viciado digital, a fim de contestar esse cenário e causar reflexão por meio de efeitos de tinta escorrida; Ártemis Garrido e sua homenagem à Maria, mulher negra que já esteve em situação de rua e teve o muro do metrô como improviso de casa, ajudando-a a criar um espaço de proteção e privacidade; e João Gabriel, que busca na negritude e na ancestralidade os conceitos combustíveis para a realização de um trabalho inspirado em narrar vivências, mistérios e sensibilidades negras.

Realizado pela Mercê Soluções Culturais, com o apoio da Diretoria de Patrimônio Cultural de Belo Horizonte e da CBTU-BH, o projeto conta com patrocínio do Instituto UNIMED BH e com recursos da Lei Municipal de Incentivo à Cultura. Mais informações sobre a programação no site: www.territorioarteurbana.com.br.