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2365As estações Central e Santa Efigênia da CBTU Belo Horizonte foram objetos de pesquisa para o artigo apresentado na 26ª Semana de Tecnologia Metroferroviária promovida pela Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Metrô (AEAMESP), em São Paulo. 

O trabalho “Avaliação Socioambiental da Caminhabilidade no Entorno de Estações do Metrô de Belo Horizonte/MG” foi desenvolvido por Ana Raquel Franco, assistente de estações da CBTU-BH e estudante de Engenharia Ambiental e Sanitarista do Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (CEFET/MG), e pelo professor-doutor em Geografia pela Universidade Federal de Minas Gerais, Vandeir Robson da Silva Matias. O objetivo do estudo foi mensurar a qualidade do deslocamento dos usuários e do planejamento urbano, com foco na mobilidade do pedestre. 

Segundo Ana Raquel, a escolha das estações foi baseada na centralidade que ocupam e no fluxo de pessoas que elas atendem. “Tenho muita afinidade com a área de planejamento ambiental e urbano e, como trabalho na CBTU, sempre pensei em fazer um artigo relacionando à estrutura do metrô em face do planejamento urbano de BH”, explica. 

Critérios e Indicadores: As estações foram avaliadas segundo cinco critérios (conforto, calçada, mobilidade, segurança e ambiente) e onze indicadores, que incluíram: densidade do fluxo de pessoas, largura, pavimentação, distância a pé ao ponto de ônibus, iluminação, limpeza e poluição sonora. Para cada indicador, foram atribuídas notas de 1(insuficiente) a 4 (excelente). 

Resultados: A média geral de indicadores revela que as rotas mais bem cuidadas foram o acesso 2 da Estação Central - Saída para a Rua Aarão Reis, que alcançou nota 3, bem como o acesso principal à Estação Santa Efigênia, que recebeu média global de 2,9. No acesso pela Rua Aarão Reis da Estação Central, os aspectos melhor avaliados foram a distância até o ponto de ônibus mais próximo e a densidade de pessoas, ambas consideradas excelentes e avaliadas com a nota máxima 4. O ponto que mais demanda melhoria é a construção de rampas de acesso, a fim de evitar a dependência exclusiva de elevadores e escadas rolantes. Já na Estação Santa Efigênia, o melhor aspecto foi a calçada e o ponto de melhoria a ser considerado é o conforto do usuário, o que deve incluir a instalação de mobiliário urbano, como lixeiras e bancos.  Na percepção da estudante de Engenharia Ambiental, “a acessibilidade é um tema que sempre merece atenção e a pesquisa pode auxiliar na melhoria da gestão da mobilidade urbana, através de comparações e análises de tendências e dando suporte às políticas de sustentabilidade”, enfatiza Ana Raquel Franco.