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A CBTU Maceió, em parceria com a Universidade Federal de Alagoas (Ufal), promove no início da próxima semana o Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase (Morhan/AL). O projeto acontece anualmente e marca o início das atividades alusivas ao Dia Mundial de Combate à Hanseníase, comemorado este ano no dia 28 de janeiro.

 

A semana de sensibilização terá abertura na Estação Ferroviária de Maceió, no dia 28.01, a partir de 8h, com atividades educativas dentro do trem e participação da banda do Corpo de Bombeiros. O grupo, composto por 53 estudantes e 5 docentes, partirá nos trens de Maceió com destino a cidade de Rio Largo. Eles realizarão ações de educação em saúde, exame de sintomáticos dermatológicos e identificação de casos suspeitos da doença. Os casos detectados pelo grupo serão imediatamente encaminhados para a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima, onde passarão por reavaliações. Durante os outros dias, o grupo atuará em outros bairros e postos de atendimento direcionados ao grande público.

 

A atividade envolve estudantes voluntários dos cursos de enfermagem, farmácia, psicologia, serviço social, odontologia e fisioterapia das faculdades Ufal, Maurício de Nassau, Universidade Estadual de Ciências de Saúde de Alagoas, Faculdade de Alagoas e Universidade Tiradentes. Os alunos dessas instituições atuam como multiplicadores no treinamento de sensibilização e atuação na busca ativa de casos de hanseníase.

 

A mobilização de controle e eliminação da hanseníase, considerada um problema de saúde pública no Brasil por apresentar o 2º maior coeficiente de incidência no mundo, concentrando 90% dos casos nas Américas, será realizada de 28.01 a 28.02.15 como uma grande ação preventiva para marcar o Dia Mundial de Combate à doença.

 

A doença

 

O Dia Mundial de Combate à Hanseníase foi criado pela organização das nações unidas (ONU) em 1954 para combater a doença causada pelo bacilo Mycobacterium Leprae, que atinge preferencialmente a pele e os nervos da face, braços e pernas, causando deformidades, levando à incapacidade física. Apesar de ter cura, quando não diagnosticada precocemente, pode evoluir gerando o preconceito social.

 

A transmissão ocorre pelo convívio com pessoa doente Multibacilar e sem tratamento. A pessoa doente não tratada elimina bacilos ao respirar, falar e tossir. É importante saber que a hanseníase não é hereditária e que a maioria das pessoas (90%) tem resistência natural contra a doença. Na primeira dose do tratamento morrem 99% dos bacilos e não há mais perigo de contágio nos casos que são multibacilares.

 

FONTE: IMPRENSA CBTU-MACEIÓ